POLENIZANDO

  Por um globo menos aquecido: o que você pode fazer - IDEC

As mudanças climáticas caíram na boca do povo. Se algumas pessoas não agüentam mais ouvir falar do assunto, outras só agora tiveram seu primeiro contato com a atual situação do clima mundial.

O Idec acredita que é melhor o consumidor não ficar parado, esperando que milagres tecnológicos venham resolver os problemas como o aumento do nível do mar em até 59 centímetros no próximo século. Segundo o mais recente relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), órgão ligado à ONU, a previsão é de que até 2100 a temperatura suba entre 1,8ºC e 4ºC.

O Brasil é o quarto país que mais contribui para o aumento do efeito estufa no mundo, principalmente por causa do desmatamento das nossas florestas. Mas isso não quer dizer que o problema esteja somente lá na Amazônia. Você, aqui em São Paulo, ou aí em Natal, tem muito a fazer. O simples fato de você viver em um meio urbano já significa que você contribui para o agravamento do efeito estufa.

A ducha que você toma ao acordar, os ingredientes do seu café da manhã, o transporte que você utiliza para chegar à escola ou ao trabalho, seu almoço, ar condicionado, televisão, geladeira, atividades de lazer... tudo o que você faz pode causar maior ou menor impacto sobre os números das mudanças climáticas. Fique atento, e tente colaborar!

Veja as dicas que o Idec te dá:
· Para o banho, o ideal é que a água seja aquecida por coletores de energia solar, cujo alto custo inicial é abatido depois de dois a quatro anos, se comparado à economia na conta de energia.

· Mas caso não tenha jeito mesmo, e você vai manter seu chuveiro-elétrico-sugador-de-energia, ao menos evite os horários de pico (entre 18h e 20h; no horário de verão, entre 19h e 20h30). Utilize-o na posição verão sempre que o clima não estiver frio.

· Os alimentos devem ser, sempre que possível, adquiridos diretamente do produtor ou do pequeno fornecedor, em locais como as feiras livres ou mercados de bairro.

· Não desperdice alimentos. Compre e cozinhe apenas o necessário.

· Vá à pé, de bicicleta ou de transporte coletivo. Caso os ônibus de sua cidade sejam uma lástima, pressione seus governantes por um transporte de qualidade.

· Evite usar o carro nos horários e locais de maior congestionamento, compartilhe o veículo com mais pessoas e faça revisões periódicas para reduzir as emissões de poluentes.

· Na sua casa, aproveite a luz e a ventilação natural ao máximo.

· Troque as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes compactas, que consomem quatro vezes menos energia e duram oito vezes mais. Uma lâmpada incandescente de 100 W pode ser substituída por uma fluorescente compacta de 25 W. Apague luzes desnecessárias.

· Use eletrodomésticos eficientes.

· Desligue os aparelhos de TV, computadores e aparelhos de som sempre que não estiverem sendo usados.

· Compre um notebook em vez de um PC, se possível, pois ele consome cinco vezes menos eletricidade. Habilite a função de gerenciamento de energia do seu computador (o screensaver não economiza energia).

· Vale usar uma extensão com interruptor para conectar os plugues de um conjunto de aparelhos elétricos. Quando você desligá-la, os aparelhos serão desligados também, de fato, em vez de permanecerem em stand by. Nessa função, os aparelhos podem consumir até centenas de kWh no ano.

· Compre somente o que você realmente precisa - de preferência, produtos feitos local ou regionalmente.

· Diminua o consumo de produtos embalados, reutilize as embalagens ou, pelo menos, recicle-as.

· Gere menos lixo. Sua decomposição emite metano (CH4), gás que é muito pior que o dióxido de carbono para o efeito estufa.

· Compre madeira ou móveis somente de madeira certificada pelo FSC (Conselho de Manejo Florestal).

· Ajude a recuperar o verde de sua cidade. Plante árvores no seu quintal, em frente a sua casa, na sua propriedade rural e até mesmo em áreas públicas. Incentive seus vizinhos a plantar árvores.

Veja na edição 108 da Revista do Idec (de março de 2007) mais informações sobre o que você pode fazer para ajudar a minimizar o aquecimento global e suas conseqüências. Ou você ainda acha que a solução virá do céu?

De qualquer maneira, é importante ressaltar que os hábitos do consumidor são uma parte do problema (e da solução). É preciso que governos e indústrias - os quais o consumidor pode, evidentemente, pressionar - contribuam para uma mudança radical nos padrões de produção e consumo.


Fonte: http://www.idec.org.br/rev_idec_texto_online.asp?pagina=1&ordem=1&id=161





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